Rondônia, 23 de Junho de 2017

Mariana Carvalho defende instalação delegacias especializadas em crimes cibernéticos

­Presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que apura crimes cibernéticos, a deputada Mariana Carvalho (PSDB – RO) avalia que a população brasileira é mais vulnerável a delitos virtuais porque o Brasil é recordista no uso da internet.

 “Nossa população passa o dobro do tempo na rede em relação ao de outros países,” destacou a congressista que vem se dedicando a esse tema com objetivo de apresentar propostas para se coibir os graves delitos no mundo digital.  

Ela voltou a cobrar a instalação de delegacias especializadas nesses crimes, conforme prevê o marco civil da Internet,pois, na sua opinião é necessário fechar o cerco aos criminosos. 

A tucana fez essa observação durante audiência pública que o colegiado realizou nesta segunda – feira, 5,  em Natal, sendo  a primeira reunião da CPI   fora de Brasília.

O evento que aconteceu na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte foi solicitado pelo deputado Rafael Motta (Pros – RN), sub – relator dos direitos das crianças e dos adolescentes na CPI.

Para justificar o seu pedido, ele apresentou os recorrentes casos de pedofilia no Rio Grande do Norte descobertos em operações da Polícia Federal. O parlamentar  ressaltou que crianças e adolescentes do Norte e Nordeste do Brasil são principais vítimas de pornografia infantil.

"Estados do Norte e Nordeste, especificamente Rondônia, Acre e Rio Grande do Norte, têm sido os geradores dessas imagens de exploração dessas crianças, porque é a demonstração de que o crime de exploração sexual dessas crianças está sendo cometido. O Rio Grande de Norte e outros estados com altíssima vulnerabilidade social são alvos frequentes desses criminosos."

O juiz federal Mário Azevedo Jambo, que atua nessa área no Rio Grande do Norte, sugeriu à CPI que encontre formas de criminalizar atos preparatórios, que são mecanismos técnicos que identifiquem atos que são inerentes à pedofilia ou ao crime cibernético para serem considerados crimes. “Hoje, a Justiça não pune", afirmou Jambo.

O delegado-chefe do Núcleo de Inteligência da Superintendência Regional da Policia Federal do Rio Grande do Norte, Márcio Tenório Wanderley, disse que as investigações mostram que o perfil do criminoso é de pessoas mais velhas, bem estabelecidas, resolvidas profissionalmente e com famílias bem estruturadas.

O delegado-chefe da Delegacia Regional de Investigação e Combate ao Crime Organizado (DRCOR) da Superintendência Regional da Polícia Federal do Rio Grande do Norte, Rubens Alexandre de França, afirmou que a PF já tem estrutura para lidar com esses crimes, tanto em Brasília, como em suas superintendências, mas a Polícia Civil ainda não tem.

30/10/2015

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